Não dar seta é infração de trânsito; mas poucos sabem

O Departamento Nacional de Trânsito fez um levantamento das infrações que são mais punidas no Brasil. O curioso é que nessa lista não aparecem algumas das infrações que a gente mais vê nas ruas e nas estradas.

 

Podem não ser infrações escandalosas como uma conversão proibida sobre a faixa de pedestres, ou super perigosas, como avançar com o semáforo no vermelho, dirigir usando o celular. Também não estão entre aquelas que, além de ameaçar vidas, geram mais multas, como o excesso de velocidade. Mas são irregularidades que atrapalham todo mundo. Não usar seta, por exemplo.

De repente, a pessoa para de uma vez e você: poxa vida, porque não deu seta, não sinalizou que vai entrar. Isso é muito chato, atrapalha muito o trânsito.

 

O dia inteiro, o dia inteiro isso daí. Dá para se irritar, mas não pode, porque senão você fica louco.

Nas rotatórias também falta bom senso. Parece que impera a lei do mais forte, ou do mais rápido. Vira bagunça. Às vezes, perigosa mesmo.

Você tem que dar preferência para quem está na rotatória e quem entrou primeiro, e aí as pessoas do outro lado da rua têm que entrar depois.

Muita gente esquece disto, mas vamos repetir, quem está circulando na rotatória aqui, quem já se integrou a ela, ele tem a preferência.

Nos simuladores, seta para todo lado. Mas se não faltam instruções nas aulas teóricas, nos simuladores e depois nas aulas práticas nas ruas, por que tanta gente insiste em não seguir regras tão simples que aumentam a segurança, melhoram o trânsito e também ajudam a não desafiar a paciência.

O que faltam é fiscalização e punição. E olha que os nossos dois exemplos são considerados infrações graves, daquelas de cinco pontos.

Você não vê nenhum radar olhando se a pessoa deu seta, não deu seta. Como não se cobra, então ninguém faz e vai na confiança de cada um.

Você tem que se mostrar no trânsito, mostrar suas intenções, então você no trânsito tem que ver e ser visto, e a seta é um instrumento para apontar isso.”

Dar a seta para o motorista é quase que um ato de solidariedade humana para o seu colega pedestre. Melhora a fluidez do trânsito e aumenta a segurança. E, para o pedestre, fica muito mais confortável nas travessias saber o que os carros estão fazendo.

Dar seta para fazer conversão proibida, não vale.

 

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